segunda-feira, 1 de outubro de 2007

vinte e sete minutos.



Tenho criado uma maravilhosa história de amor em minha mente.


Nos encontramos, numa tarde tépida e fluorescente. Nossas mãos suam, nossos olhos brilham, nossas pernas tremem. Trocamos duas ou três frases subjetivas e caminhamos lado a lado, rumo ao universo onde desejamos intensamente pertencer.
Sentamos no banco de couro frio, ouvimos a música sensual dos nossos corações, assistimos a toda beleza que o mundo nos pede incessantemente para ver. Nosso silêncio é ensurdecedor.
Chegamos, brindamos, brigamos e, finalmente, nos beijamos. E tem toda aquela história de Shakspeare, de Freud, de Nietzsche... tudo se encaixa, se mistura, nos tornamos um só.
Não mais vemos os filmes, não mais ouvimos as músicas... apenas somos um o outro, em um só ritmo, uma só frequência, um só anseio.
O suor que se mistura à uma lágrima, o prazer que levemente se transforma em dor... você é meu, eu sou sua e nós somos os donos de todo o universo.
Vinte e sete minutos ou mais. Uma eternidade.
Dormimos abraçados, nos encaixamos perfeitamente, como yin e yang. O Big Ben parou de funcionar, o eixo imaginário da Terra não a tem mais a girar.
Então você veste suas roupas... docemente beija a minha face e retorna ao seu mundo.
As horas voltam a correr, o planeta insiste em girar... eu abro os olhos e não tenho nada além da ângústia de não distinguir lembrança e ilusão.
É quando sinto o seu cheiro no meu travesseiro e é como se teus braços voltassem ao redor de mim. Todo o frisson retorna ao meu corpo, onde o sangue é um turbilhão desenfreado.
Eu vou estar a esperar o seu retorno, saboreando sua ausência. A sua falta é a maior motivação que eu posso ter.
Você vai voltar e nós seremos um novamente, enquanto o tempo pára, ainda que só por vinte e sete minutos.






Olha o que eu tô me tornando... unbelievable.

Um comentário:

ekenamonteiro disse...

caralho, só te digo caralhooo.

realmente bom, realmente acertou quando disse que tinha minha cara :~
saudades de tu.
:*