De todas aquelas cobranças que eu me fazia à seu respeito, só me restaram agora a culpa e a doce companhia da solidão.
De todas aquelas frases que, eu sei, não faziam sentido, guardo comigo a dor heróica por ter tentado seguir pra longe das suas comprovações e aceitações da realidade.
Já não me importa mais saber que errei, os erros são o meu consolo pela eterna mágoa.
Eu deveria poder gritar pra fora o torpor [legado a mim concedido pelos seus anseios de alegria efêmera], mas aceito bem a condição de mantê-lo no íntimo da minha medíocre confiança [à pseudo-dogmas, enfim...].
No poço da minha imensa tristeza mora uma doce esperança que, por mais tênue que seja, é o que me mantém viva para continuar a eterna busca do antagonismo da solidão [mesmo já tendo aceitado o fado de ter que conviver com ela, e somente ela, até o fim dos meus dias].
Nada mais faz diferença sentir...
segunda-feira, 11 de agosto de 2008
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