eis a questão...
Acho que quando Shakespeare colocou essa dúvida em questionamento, ele estava num momento Marcela.
Tive andando em cima da linha tênue, procurando um lado pra pular. Difícil escolher entre o "ser", onde a carga de cobrança e julgamento é muito pesada de se carregar, e o "não ser", onde o peso do remorso, da dúvida e do arrependimento se fazem constante.
Se eu for, eu terei que lutar sozinha contra uma maré de contras.
Se eu não for, terei que lutar contra uma maré de mim.
Convictamente, acredito que optar pelo "ser" é muito mais verdadeiro, muito mais eu de verdade. Mas é fato que o "não ser" é mais fácil, te abre mais portas, te faz seguir junto à multidão.
Mas eu nunca quis seguir a multidão... eu sempre fui contrária, eu sempre quis voltar quando todos estavam indo, eu sempre quis chorar quando todos estavam sorrindo.
Querendo ou não, eu só sei ser assim, ser eu mesma, SER.
O peso deve ser maior, a luta mais árdua, as feridas mais difíceis de cicatrizar, as chibatadas mais dolorosas... mas sim, é com o "ser" que eu fico... afinal, se fosse pra ser outra pessoa, eu não teria nascido eu.
Esse ano começou complexo pra mim, mas muito mais lúcido. Parei de nunca chegar ao fim das empreitadas que inicio... agora eu vou ter concreto nas mãos.
Ano novo, vida nova, Marcela nova.
quinta-feira, 22 de janeiro de 2009
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2 comentários:
- Gostaria de saber quem sou ou quem fui. E ser isso. Isso, e não essa convenção aceita por vocês, por mim, por todo o mundo.
como disse anteriormente: marcela nova, a shakespeare sister.
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