Eu nunca imaginei que pudesse ficar tão alucinada, tão feliz, tão encantada com um show em toda a minha vida.
Logo depois do discurso do Churcill, entra Aces High e eu começo a gritar e cantar que nem uma louca; a ficha não caía e eles emendaram Wratchild e Two Minutes to Midnight. Quando eles começaram a tocar Children of the Damned, eu comecei a ficar tensa... Phantom of the Opera e eu não acreditava no que eu tava vendo ali.
Eu ouvia cada palavra do Bruce, cada nota do Steve e eu não conseguia tirar os meus olhos do Janick...
Quando começaram a tocar The Trooper, eu liguei pro Natan; eu queria muito dividir esse momento com ele, de qualquer forma. Infelizmente, não consegui.
Continuei tensa... veio Wasted Years... muitas lembranças, um flash de toda a minha tragetória "maideniana" passou diante dos meus olhos. Olhos esses que, ao registrar cada movimento de cada um deles, fixavam-se em Janick Gers.
Rime of the Ancient Mariner me hipnotizou... os 15 minutos mais intensos da minha vida... a tensão aumentando, eu mal podia cantar.
Cada vez que o Bruce dizia: "screm for me São Paulo", minha voz sumia, minha garganta secava e minhas pernas tremiam.
Powerslave. Achei que ia desmaiar... tava realmente tensa, tensa e muito feliz. Mas eu não conseguia assimilar as sensações, até então. Vem, então, Run to the Hills... me distraí com um garoto de aproximadamente nove anos de idade, no colo do pai, vibrando e cantando alucinadamente. Mais flashs, mais lembranças...
Foi então que veio o ápice do show: Fear of the Dark. A música mais nova, não necessariamente enturmada no tal "golden years", era a mais esperada da noite, certamente. Mais de 60 mil pessoas juntas, acendendo isqueiros e celulares e cantando junto com o Bruce. Foi a coisa mais linda que eu já vi na vida.
Hallowed be thy name seguida de Iron Maiden e eu achei que meu coração não ia aguentar mais nada, até aparecer o primeiro Eddie, o torso e pans.
Saem do palco, silêncio, escuro... e começa a introdução de The Number of the Beast.
PUTAQUEPARIU.
The Evil that Men Do, caralho... outro Eddie, o robótico, e eu quase tive um treco.
Sanctuary, elforia, fim de show.
Demoramos quase duas horas pra conseguir sair de lá, mas eu estava em transe, eu ainda não acreditava que tinha visto aquilo na minha frente.
Eu demorei muito pra ver um show do Iron, mas, na boa, valeu muito a pena esperar.
Eu agora já posso dizer que eu tenho CARTEIRINHA DE ROQUEIRA.
Pra eu dizer que esse show foi perfeito, só faltaram três coisas:
1. eles tocarem Flight of Icarus.
2. eles tocarem Be Quick or be Dead.
3. o Natan estar lá comigo. =[
E que venha o próximo... porque o único show que pode superar o do Iron Maiden, é OUTRO do Iron Maiden.
segunda-feira, 16 de março de 2009
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