terça-feira, 5 de janeiro de 2010

the dullness of existence...

"I'm cutting myself with my own morals; i never meant to write about you.
The one concept that I loved so much but passing my own heart, what could possibly be within?
Do you think about your actions? Do you ever wonder what the consequences are?"




Não pretendia fazer uma retrospectiva de 2009 mas estava tendo pesadelos recorrentes, talvez por necessidade de desabafo [okay, é uma necessidade constante e independente, me deixem fingir].
De todos os anos de minha existência, sem dúvida, o de 2009 foi o de menor [pré]reflexão, por incrível que pareça; se em 2008 eu aprendi a brigar menos e a tolerar mais, em 2009 eu subverti e, de fato, não me arrependo. Eu terminei com o Gabriel [e sinto muito a falta dele às vezes] e tive certeza de quem existem tipos de relação muito mais valiosas e inrotuláveis. Eu mantive meu caderno negro sempre em mãos e os nomes se multiplicaram como coelhos; mas não levei a fundo qualquer sentimento de vendetta... ainda que intolerante, me mantive sempre serena. Sim, as contradições sempre foram meu forte.

Fato é que meu universo, este ano, girou em torno da minha estrondosa paixão por uma banda que conheci, a Devendra. São sete garotos, sete mundos diferentes que se fundiram em um só e se cruzaram ao meu. E eu tive histórias diferentes com cada um deles, descobri sentimentos inimagináveis com alguns... eu amei muito, eu odiei muito, eu sofri muito, eu sorri e chorei muito... eu me arrependi, em partes. O fato de ter ficado tão próxima deles me deixou irritada, culpada; o fato de ter um contato real me tira um pouco da atmosfera lúdica que o show deles me traz [porque é fato que eu realmente gosto do som e do show que eles fazem] e, na minha cabeça, sempre se absorve mais de um show quando não se conhece a banda. Especificamente, dois deles mexeram comigo mais do que o normal e me fizeram fazer, dizer e pensar coisas que eu não me imaginaria poderem sair de mim. A maioria delas me fez crescer e me tornou mais forte do que eu imaginava. Eu os amo e sou grata. A uns, mais do que a outros. A um, mais do que aos outros. O que me fez ver que nem sempre devemos disparar o tiro quando apontamos a arma, que em algumas vezes precisamos aceitar que com óculos enxergamos melhor as coisas, mesmo sem se sentir bem com eles; que nem sempre devemos confiar no que as pessoas nos dizem e não devemos dizer que [o que]confiamos [a] em algumas pessoas; por aprender que eu sempre tenho razão em desconfiar em todos os momentos e que as melhores amizades são aquelas que eu batalho pra conseguir, principalmente, lutando contra mim mesma, minhas próprias impressões e [pré] conceitos. E que, acima de tudo, me ensinou que basta, simplesmente, amar. O amor, desinteressado, é um fator compensatório na juventude dos dias cinzas.


Minha trilha sonora "intensa" oscilou entre Dance Gavin Dance e Confide [que eu conheci há pouco tempo e estou apaixonada]; Dave Matthews Band, Thin Lizzy e City and Colour; Racionais Mc's, Black Alien e Run DMC; The Smiths, Whitesnake e Iron Maiden [o melhor show da minha vida, também este ano], de praxe. Acho que esse ano estive mais delicada, musicalmente... o que não me faz estranhar muito o fato de eu estar realmente NADA afim de ir ao show do Metallica.

Quanto as coisas que não consigo entender, estão:
1. que porra aconteceu com a tal da gripe suína que não fazem mais aquele alarde todo?
2. pra ser jornalista não precisa mais ter diploma, okay. defina jornalismo, por favor? eu sou jornalista então? posso ir pro BBB?
3. por que o Obama ganhou um prêmio Nobel? É cota do governo?
4. quem teve a idéia de muito mau gosto de colocar uma foto, em tamanho real, do Lombardi SORRINDO, ao lado do caixão dele?
e quinta e última: COMO QUE O MICHAEL JACKSON ME MORRE NO MESMO DIA DA FARRAH FAWCETT, PRA OFUSCAR O MOMENTO CRUCIAL DA DIVA?


Só pra constar, a Britanny Murphy foi o meu Heath Ledger de 2009, mas eu não chorei dessa vez.
E eu ando chorona, hein? tá osso... o ano de 2009 trouxe o ápice do meu mau humor.
Lembrei de alguém, perdi a linha de raciocínio... whatever.


Que 2010 seja tão intenso, como eu sou; que seja cheio de aventuras, de tristezas e sofrimentos, pois são com eles que eu aprendo; e, principalmente, que eu tenha muita saúde e coragem, que aí eu consigo o que eu quiser.
Valeu muito a pena.
Sempre vale...

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