quinta-feira, 30 de setembro de 2010

[siamese dream]

A gente gosta mesmo é de conflito.
A necessidade de confrontar, é nítida.
A gente gosta de brincar com o acaso, de provocar o destino, de perturbar a calmaria. Gosta de questionar o sorriso, de motivar o desespero. A gente gosta de desabrigar o abrigo.
A gente, neste caso, sou eu. Eu e eu mesma. Nós.
Nós, que somos montadas de dualismos, dicotomias, das mais belas [e bélicas] idiossincrasias... nós, que somos feita de mim, apenas.
E se nós não podemos ser eu, de que serve isso tudo?
Que isso faça algum sentido... só sei que não podemos reclamar das dores, porque é nelas que nos focamos; o que a gente quer, não é aliviá-las, nós queremos justificá-las. E nós continuaremos assim, a despertar o mau, pra justificar o bom; é onde o prazer está. E que mais nos motiva, senão ele? E o maior prazer vem do conflito.
E a gente gosta mesmo é de conflito...

Um comentário:

Anônimo disse...

Valeu pelo comentário lá, não foi nada idiota e me fez pensar =)

Parabéns pelo blog aí e mais uma vez obrigado. ;)