terça-feira, 28 de dezembro de 2010

a insustentável leveza do ser... [com o dualismo do verbo]

Qual a importância do dizer?
Eu penso nisso a cada pequena tentativa de exteriorizar o que é interno em mim.
Eu penso nisso a cada grande esforço de esconder o que quero mostrar.

A necessidade de identificação é gritante em cada um de nós, ainda que neguemos isso; e é intrigante analisar todo o dualismo dessa atmosfera tão individual quanto coletiva.
Cada palavra, cada frase, cada texto... todos eles se unificam numa recorrente admissão de carência, inconsciente, que seja... e todos eles se tornam uma arma de pequeno porte em meio a uma grande guerra.
E quando se está num exército de uma pessoa, quando quem-quer-que-seja decide lutar ao seu lado, lhe será dada a garantia de que nunca será derrotado. E é uma crescente.

E eu luto com as minhas poucas pequenas armas, com a garantia de que minha luta nunca será vã.
E eu luto com as minhas poucas pequenas armas, com a certeza de que se morrer na batalha, minha perda será velada.
Com a certeza e a garantia de que eu fiz tudo o que preciso fazer: ser, apenas.

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