Cada vez que eu olho pras minhas unhas roídas eu tento organizar cronologicamente minhas memórias, afim de encontrar um ponto crucial, de entender onde foi que se iniciou essa ansiedade louca que não quer me abandonar. E cada vez que eu questiono essa ansiedade e a relaciono com qualquer tipo de sentimento interpessoal, as coisas se tornam ainda mais confusas do que já são.
Me vejo a cada dia mais distante do 'comum' e mais alheia à vontade de fazer parte dele. E as contradições implícitas em 'vivenciar' me causam um mal-estar constante, por não querer fazer parte do que não posso evitar participar, por não querer relações que não posso evitar em me relacionar... e é tudo um ciclo monótono, toda uma conjugação de verbos que não dizem nada.
A necessidade da paixão, como gasolina, é algo realmente fantástico. E a rapidez com que ela vem e vai é realmente frustrante.
Certeza eu tenho de que o meu interesse pelas pessoas é realmente escasso. Efêmero. E inexistente, no momento. E a ansiedade é grande. E desmotivada...
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
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