Todos os dias, há algum tempo, eu tenho tentado extravasar o que me dói. E todos os dias, eu fracasso.
Me questionando... será mesmo que eu queria extravasar? Será mesmo que eu queria me livrar do que me dói?
Se a cada palavra não dita, se a cada anseio não suprido se acumula a dor, a dor é tudo o que me resta. E sem ela, eu nada dele teria.
E quando se compreende que não se tem o direito de reclamar pelo que não te pertence, e quando se compreende que não se tem o direito de querer mudar alguém, e quando se compreende que o amor não poderia agir igualmente à pessoas distintas... você faz da dor a sua companhia. E é exatamente o que tem sido feito de mim por todos esses dias, a dor é a minha grande companheira.
Me mantendo assim, em companhia da dor, dia após dia, eu talvez não quisesse explorar isso... eu evitei tocar no assunto, eu ignorei os fatos, eu subverti as causas... tudo isso, simplemente, por não querer me livrar da minha companheira. E se ela é tudo o que dele eu tenho em mim, talvez seja confortável viver assim...
quinta-feira, 21 de julho de 2011
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