sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

ah, esse turu aqui dentro...

Tenho perdido o sono. Tenho perdido a calma. Tenho perdido o chão.
Eu acho que essa ADOLESCÊNCIA que não quer ir embora ainda me põe maluca.
Tenho sonhado acordada com coisas imensuravelmente burlescas, com alguém que não passa de uma máquina. Uma máquina com sentimentos, que diz tudo o que eu preciso na hora certa, ainda que não diga nada. E essa mania de me apaixonar como quem toma banho de mar ainda me mata, eu sei.
Fica aqui o registro do meu platonismo adicto.


Deixando a profundidade de lado...

Hoje é um dia especial. Hoje eu vou encontrar a máquina. Estou com medo.
Estou na casa de um músico que eu não conheço, usando um laptop ultramoderno que eu mal sei manusear, ouvindo conversar sexuais indesejáveis, tomando água enquanto uns tomam vodka e outros roncam num sofá ao meu dorso.
No metrô, naquele mesmo metrô onde meu coração não pretendia bater mais forte.
Espero sair de lá com ele batendo, ao menos...

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