terça-feira, 9 de novembro de 2010

uma hora a gente cansa...


A gente cansa de esperar as ligações que não são feitas, os abraços que não são dados, os olhares que não nos dirigem. E cansa de esperar que seja dita a coisa certa, não seja feita a coisa errada, que a dor que dói seja cessada.

Mas vem a hora em que a gente se culpa e, então, se empenha. E tenta dizer as coisas certas, não fazer as erradas, e não espera por abraços, olhares e ligações; a gente corre atrás. E quando faz, faz por amor, faz por querer, faz por sentir. Sem se dar conta de que, no fim das contas, tudo o que se quer é o que se faz, o que se dá.

E quando chega o entendimento, vem com ele a conclusão: que não importa o que se faça, se não fizerem por você. Não importa o quanto você diga que não espera a reciprocidade, pois, ao final, é só o que te importa. E irá desejar, então, as ligações que não são feitas, os abraços que não são dados, os olhares não dirigidos... e com certeza irá cansar-se. Porque uma hora a gente cansa...

Um comentário:

Julia disse...

Com certeza essa seria a melhor definição para qualquer coisa relacionada a humanos.